Carta a Padre Aníbal PDF Print E-mail
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Friday, 16 December 2005 18:41
Findando o ano de ação de graças pela canonização do nosso Fundador, o General Superior escreve uma carta a Padre Aníbal
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Curia Generalizia dei Rogazionisti Via Tuscolana 167, ROMA

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Caro Padre Aníbal,

concluindo o ano de ação de graças pelo dom de tua canonização, pensei de escrever-te uma carta, para falar-te um pouco com a ousada pretensão e expressar sentimentos que, acredito, brotam do coração de todos nós.

O fato de ter sido declarado Santo pela Igreja confirma e reforça um singular relacionamento entre tu, o Pai, e nós teus filhos. Um relacionamento, em verdade, nascido quando te encontramos no início do nosso caminho vocacional; um relacionamento que certamente cresceu no tempo, na medida que te conhecemos tomando a decisão de seguir-te e viver a tu mesma aventura. Um relacionamento, todavia, com Alguém do qual ouvimos falar tanto que se tornou certamente o guia, a inspiração que orientou a vida de cada um de nós, mas que permaneceu, não obstante o tempo transcorrido, nas lembranças deixadas por aqueles que contigo conviveram e que de ti sublinharam aspetos diversos e complementares, nas imagens que nos chegaram.

Devo reconhecer que para preparar o evento da tua canonização esperado desde a tua passagem ao Senhor, muito sobre ti dizemos e escrevemos. Tornaste-te tema de cartas circulares e de artigos, modelo de quadros, mosaicos e estatuas; inspiração de cantigas, poesias e recitações; argumento de estudos, pesquisas, convênios, transmissões e filmes. A tua imagem foi reproduzida em tantas versões. Confrades, co-irmãs e estudiosos, reconstruíram a tua história, aprofundaram a tua espiritualidade, definiram o teu carisma. Neste obrigatório desejo de fazer-te conhecer, te tornamos quase uma personagem, um evento a ser contemplado e admirado. Falamos tanto de ti descurando talvez o dever de falar contigo, que para nós es… o Padre. Agora, reconhecido Santo, pelo consolador mistério da comunhão dos santos que a declaração da tua santidade exalta e relembra, sinto de estabelecer contigo um relacionamento novo, ainda mais íntimo e profundo. Tu es verdadeiramente o Padre ao qual posso dirigir-me com um tu confiante, o Padre ao qual posso abrir o coração e a mente, ao qual posso confiar alegrias e esperanças, problemas e angustias. O Padre que, pela plenitude da glória de que foi consignado, posso com confiança… invocar. Por isso, no findar deste ano de ação de graças, pensei comigo mesmo: no lugar de falar mais uma vez de ti, porque não falar contigo? Nasceu assim o desejo de escrever-te esta carta para iniciar, continuar, aprofundar um diálogo contigo que sinto importante e decisivo para mim, para todos nós, para a tua Obra que está comprometida a perpetuar no tempo a realização do teu sonho evangélico.

Antes de tudo gostaria retomar o discurso de tua canonização à qual chegamos com uma improvisa aceleração de eventos realmente extraordinária. Ficamos realmente estúpidos mas repletos de alegria: em poucos meses cumpriu-se o laborioso itinerário canônico da aprovação do milagre para chegar imediatamente ao consistório que fixou a data da canonização. Parece quase que tudo tenha acontecido porque não nos derretêssemos neste momento de glória, e não perdêssemos muito tempo a preparar a festa exterior, mas tu, como bom operário da messe, nos quiseste encaminhar logo ao quotidiano do nosso trabalho, lá onde nasce e si alimenta a verdadeira santidade.

Acredito que tenhas particularmente gostado ver como todo o trabalho de preparação, realização e ação de graças pela tua canonização foi caracterizado por um renovado espírito de colaboração em tua família, a Família do Rogate: Rogacionistas, Filhas do Divino Zelo e Leigos. Não é uma novidade, mas se este espírito continua a se aprofundar em todos os níveis, tenho certeza que conseguiremos testemunhar com mais eficácia e criatividade o comum carisma no mundo e na igreja.

Padre Aníbal, tu es Santo! Foi verdadeiramente gratificante ver-te elevado à glória dos altares, naquela manhã radiosa do 16 de maio de 2004 na praça S. Pedro. Ouvir proclamar o teu nome mais uma vez, come já aconteceu na beatificação, ver manifestada ao mundo a tua “heróica” experiência cristã, sacerdotal e religiosa rogacionista! Foi para nós, teus filhos, uma alegria íntima, ver ulteriormente reconhecido pela Igreja, num modo tão solene, o carisma do Rogate do qual tu foste apóstolo e mestre. Foi bonito ver-te saudado e invocado santo por tanta gente juntamente ao teu grande amigo Dom Orione e aos outros quatro Beatos pelo inesquecível João Paulo II que agora, temos certeza, partilha da tua mesma coroa de glória. Para mim, e para todos os teus filhos e filhas, foi um dia luminoso de graça. Imagino que, para ti, acostumado desde sempre a acolher com pronta, simples e adoradora gratidão o acontecer dos desígnios de Deus, este momento acrescentou ainda mais alegria e glória, se assim se pode pensar, à alegria e glória incomensurável que tu vives na contemplação do esplendor da santidade do rosto de Deus. Aquela santidade que tu tenazmente perseguiste com fiel constância em tua existência terrena e que a Igreja hoje reconheceu publicamente.

O que sentiste, Padre, em ouvir a voz suave, mas forte e decidida de João Paulo II, gritar diante de tanta gente e à Igreja inteira: rogate! Se antes tinhas um gáudio interior pelas primeiras manifestações de atenção à oração rogacionista por parte dos pontífices do teu tempo, qual alegria terá provocado ouvir o rogate proclamado de tão alta cátedra! Tu nos ensinas que a divina exortação [o Rogate] ... foi doada à Igreja...É a Igreja, portanto, que deve oficialmente rezar por esta finalidade. Há tempo, graças a Deus, isto acontece no mundo inteiro. Hoje todos reconhecem que grande parte do despertar para a oração pelas vocações é devido a ti e à tua santa idéia fixa.

Não sei, se conseguiste captar nas palavras do Papa, aquela simpática mudança de acento (na língua italiana) pela qual a referência a ti que nos deixaste o Rogate come missão se tornou um mandato do mesmo Santo Padre a nós. De fato João Paolo II no lugar de dizer deixou - disse - deixo … aos rogacionistas e às Filhas do Divino Zelo a tarefa de comprometer-se com todas as forças para que a oração pelas vocações fosse ‘incessante e universal’. Quase fosse ele mesmo, o Papa e, portanto, a Igreja a confiar-nos solenemente o Rogate no dia da tua canonização. Foi um momento muito belo que muitos de nós consideraram uma graça.

E como interpretar o fato que, seja a beatificação como a canonização tua foram consignadas por dois milagres acontecidos ambos em paises distantes da tua terra, ambos em prol de menores, ambos para meninas em perigo de vida? Talvez querias chamar-nos a um maior empenho para com os pequenos - perolas límpidas; - e os pobres, especialmente naqueles paises onde os quarteirões Avignone não somente não desapareceram, mas continuam a crescer seja em extensão que em pobreza e onde freqüentemente a mulher ainda carrega o maior peso da miséria? Eu louvo contigo o Senhor e o agradeço por estes milagres feitos por tua intercessão. Faz que não nos esqueçamos ligeiro das tuas poderosas intervenções; faz que nos eduquem a um espírito de fé mais profundo e a ver sempre mais a bondade e grandeza de Deus nos acontecimentos que surgem no nosso caminho.

A tua canonização teve uma particular ressonância na cidade de Messina. O que sentiste e pensaste do alto de tua beatitude eterna em ver-te neste ano entronizado na glória dourada no meio da abside no Templo da Rogação Evangélica. Imagino o teu forte deságio, tu, Padre, acostumado às barracas dos pobres, à cabeceira dos doentes, à lama das estradas, aos gritos alegres das crianças brincando nos pátios. Com certeza terás revisto como num flash back a súbita inspiração do Rogate, o encontro com Zancone, o ingresso nas casas Avignone, a penetrante ação de promoção humana e cristã lá exercitada, as súplicas ardentes feitas junto com os pobres para os bons operários, a primeira capelinha, o 1° de Julho de 1886, a colaboração das pessoas boas, as caçoadas dos sabidos e o início trabalhoso das comunidades religiosas e enfim toda a evolução da tua vida feita de serviço generoso, incansável e humilde até à morte. Que diferença! Da glória dourada onde foste elevado, com certeza tu gostaria descer de pressa e abrir-nos caminhos para encontrar ainda os tantos “Zancone” que freqüentemente não acham mais quem reparte para eles o pão da vida, para ingressar nos tantos quarteirões “Avignone” ainda a espera dos bons operários, e também para retomar a simplicidade de vida das tuas primeiras comunidades que hoje custamos a imaginar, do jeito que somos envolvidos nas ondas do consumismo do nosso tempo.

Naquele Templo estão depositados os teus restos mortais. Está você, Padre. Lá nós retornamos com gosto porque sentimos o teu espírito, o teu zelo, a tua voz. O Templo do Rogate de Messina te abriga, apóstolo e testemunha do Rogate, que, lendo aquela passagem evangélica até aquele momento misteriosamente escondida por uma mão que a encobria, o encarnaste em tua vida, cantaste nos teus escritos e poemas, transmitiste com os teus ensinamentos e exemplos. Este templo ocupa agora um espaço que, também simbolicamente, representa os fundamentos, o coração do antigo quarteirão “Avignone”, para continuar a ser o fundamento e o coração da Rogação Evangélica, para que o Rogate continue a ser a razão da existência de templo que é a nossa casa, cujas pedras representam todos nós, pois nos repete que contigo e como ti, devemos ser pedras vivas que interpretam no hoje o mistério da compaixão e condescendência de Cristo do qual brota o comando do Rogate.

Foi emocionante ver a igreja de Deus que è em Messina celebrar, na catedral da qual tu foste cônego e que tanto amavas, a alegria da tua canonização. Aquela igreja que tu serviste com todo o amor e zelo apostólico, aquela cidade que tu contribuiste a reedificar moralmente e fisicamente, aquele povo que tanto amaste, agora se une ao teu redor para invocar-te com afeto e admiração do mesmo jeito como já o arcebispo, Mons. Paino, te tinha invocado profeticamente durante os teus funerais chamando-te santo, santo….! Naquela ocasião ele concluiu o seu discurso dizendo: Tu de lá reza. Nós daqui gritaremos forte: glória, glória, glória; e tu nos responderas: caridade, caridade, caridade. Que a tua resposta, Padre, ressoe novamente no coração dos teus filhos e filhas. Contigo queremos novamente retomar o largo com uma nova fantasia de caridade para sermos testemunhas criveis nos inícios deste terceiro milênio.

Padre Aníbal, gostaria que sentisse quanto o meu, o nosso caminho de Rogacionistas tem continuamente, e hoje ainda mais, necessidade de confrontar-se contigo, de encontrar-te, de escutar-te. O reconhecimento solene da tua santidade, não pode não tornar-se para mim e para todos nós um evento a ser celebrado, um dom do qual dar graças, uma glória extraordinária para a Congregação, uma ocasião favorável para fazer-te conhecer. O tau caminho de santidade, singular e sublime, porque construído sobre as pegadas do Cristo do Rogate, me interpela e me provoca. Ele foi o centro unificador da tua vida, da tua espiritualidade e missão, portanto o centro inspirador e unificador do teu caminho de santidade. João Paulo II, em ocasião do centenário da Congregação, em 1997, disse que tu descobriste no Rogate “o instrumento doado por Deus mesmo para suscitar aquela santidade ‘nova e divina’ da qual o Espírito quer enriquecer os cristãos no alvorece do terceiro milênio para fazer de Cristo o Coração do mundo”. Esta tua original inspiração carismática, muito além de nossas elucubrações, é um designo grandioso, um chamado maravilhoso a um serviço essencial na Igreja e no mundo de hoje. Tu esperas de mim, de nós, esta medida alta de santidade, aquela mesma santidade nova e divina da qual tu foste iniciador e mestre. Que a tua canonização seja a ocasião propícia para retomar a nossa vocação originária, para sermos nós também como tu, hoje, brilho da luz e da Palavra de Cristo. Faz que sigamos os teus passos, na plena acolhida do teu carisma apostólico, da tua espiritualidade e missão para sermos como tu, «sal da terra» e «luz do mondo». Tomai-me, tomai-nos pela mão, Padre, fazei-nos ver quanto foi importante a Palavra de Deus em tua vida, quanto tempo tu gastaste em estuda-la, compreende-la, ama-la, e ser capaz de esmiúça-la para as crianças e pobres, para os teus filhos espirituais, para todos… Ensinai-nos a beleza da contemplação do mistério de Cristo na Eucaristia, centro amoroso, fecundo, necessário e continuo da tua vida, do Cristo do Rogate que tu encontraste no próximo. Formai em nós um coração enamorado da Virgem Maria, a Menina, a Imaculada, a Mãe e Rainha da Rogação Evangélica! Em ti o Rogate foi um fogo devorador que não te concedia folga ou repouso. Diante dos horizontes sem limites da messe madura, dia e noite tu suplicavas e gemias diante de Deus para conseguir os apóstolos santos e doavas a tua vida até o fim. Sonhei, sonhei, em êxtase amoroso, campos fecundos, corajosos operários… assim tu cantaste uma vez. Que este sonho em nos se torne uma realidade!

Lá perto de ti no céu, vão chegando no decorrer dos anos os teus primeiros discípulos e as tuas primeiras discípulas, que arrastados pela tua apaixonada palavra e pelo teu admirável exemplo, deixaram tudo par seguir Cristo atrás de ti. Alguns deles foram as pedras de construção da tua Obra, foram os primeiros intérpretes fieis do caminho de santidade por ti aberto. O desejável reconhecimento eclesial da heróica experiência de vida cristã e rogazionista deles, já felizmente acontecido para a Madre Nazarena Majone e proposto para outros confrades, será atestado concreto que tu fste e é mestre autêntico de santidade.

Padre caríssimo, nestes meses eu vou pelo mondo percorrendo os lugares onde a Congregação se espalhou nos cento e mais anos de sua história. Com verdadeira consolação, te encontro presente nas várias comunidades rogacionistas: te vejo presente no esforço de animação dos superiores, no entusiasmo impaciente dos jovens, no quotidiano trabalho apostólico dos confrades, no sereno sofrimento dos doentes, mas também no cansaço que às vezes nos acometa. Freqüentemente tu manifestas, através de teus filhos que já provêem de vários países e culturas, aspetos novos, dimensões insuspeitadas, respostas espirituais e sociais em consonância com os tempos. Descubro-te vivo e vital em todos que te chamam Padre e no teu seguimento gastam suas vidas para o Evangelho do Rogate. Vejo neles as tuas feições, embora na variedade das origens e das cores da pele, eles se sentem invariavelmente jovens e vigorosos. A tua canonização infundiu em todos nós alegria e entusiasmo. O Padre, que a graça recebida encontre terreno bom em todos para que produza genuínos frutos de santidade. Sem dúvidas, com o entusiasmo e a vitalidade, tu bem sabes, estou encontrando também problemas e dificuldades de confrades e comunidades. São problemáticas das quais falamos e discutimos nos recentes Capítulos gerais e provinciais. Tu ves como, não obstante esforços, indicações, propostas que nos chegaram de várias partes ultimamente, nem sempre é fácil recuperar a paixão de repente adormecida, superar o cansaço acumulado, enfrentar os limites que a idade e as situações comportam, retomar o próprio entusiasmo vocacional, viver com entusiasmo em comunidades às vezes pequenas e sobrecarregadas de trabalho. Padre, às vezes eu penso que todos tenhamos necessidade de uma efetiva volta a Avignone, para reviver contigo o clima dos inícios da obra, onde, entre necessidades, dificuldades, exigüidade de braços, o tanto a fazer, permanecia clara a consciência da grandeza e beleza da missão do Rogate que a tua presença ascética, enérgica e incansável transmitia e que Jesus Eucaristia revigorava dia a dia no coração de todos. Ajudai-nos, Padre, a recriar aquele clima de vida simples, ao lado dos pobres, confiante na providência, e profundamente espiritual que caracterizou as nossas comunidades no início da obra. De Avignone contigo partiremos novamente motivados e revigorados.

No último Capítulo geral nos chamastes a sermos apóstolos do Rogate renovando o nosso entusiasmo pela missão rogacionista. São tantas as tuas advertências: do dinamismo da vida espiritual para sermos homens de oração e as comunidades casas e escolas de oração, ao exercício quotidiano do ministério partilhado com os confrades como lugar de nossa santificação; de uma renovada paixão pelo mundo dos pequenos e dos necessitados a uma nova e qualificada atenção à pastoral vocacional e juvenil; da partilha apostólica do carisma com os leigos, a um renovado compromisso no mundo da cultura e das comunicações. Despertai, o Padre, em nós uma efetiva consciência missionária, o desejo de sair de nossas seguranças para aventurar-nos contigo, audaz missionário de Avignone, na difusão da oração rogacionista, a serviço dos pequenos e dos pobres, dos últimos e dos desamparados deste mundo, não somente das periferias das nossas metrópoles mas também daquelas terras onde a pobreza é sempre mais desumana miséria.

Olhando a ti e à tua vida, vejo que é mesmo na paixão profunda pela messe do Senhor e ao mesmo tempo para o Senhor da messe que encontraste o sentido mais verdadeiro da tua experiência humana, da tua santidade, da tua vida. Com a tua canonização a Igreja relança todos e cada um de nós, Rogacionistas e Família do Rogate, pelas estradas do mundo para enfrentar o desafio da nova evangelização. Chegou a época e a hora do Rogate! Chegou o tempo da generosidade, da profunda oração e dos grandes sacrifícios, de horizontes novos, de escolhas proféticas e de novas fronteiras. Neste caminho não estamos sozinhos. Tu nos precedes. Queres que façamos come tu fizeste. Como é belo sentir-se rogacionistas contigo!

Este ano a ti dedicado se encerra no clima alegre do Natal, uma festa à qual tu foste particularmente ligado e que nos ensinaste a viver em maneira simples e concreta. O Natal é festa de começos, é promessa de futuro, é anuncio de felizes realizações. è Jesus que vem. Ó Padre, abri com a força da qual foste enriquecido por Deus, o meu, o nosso coração à vinda do Senhor da messe. Ele alargue os horizontes da nossa mente, para enxergarmos com um olhar de compaixão os homens e as mulheres de hoje e saber colher suas reais necessidades. Mantenha vivo em nós o fervor da vida religiosa rogacionista. Reacenda o entusiasmo dos primórdios da nossa vocação cristã e religiosa para sermos os verdadeiros apóstolos do Rogate no terceiro milênio. Peço-te, Padre Aníbal, finalmente, de abençoar mais uma vez todos nós, as nossas comunidades, os leigos que partilham o nosso carisma, os colaboradores e benfeitores, as crianças, os adolescentes e os jovens que educamos, os pobres que ajudamos, os compromissos e as obras de todos. A tua bênção alcance os nossos corações e nos faça caminhar seguindo os teus passos.

Caro Padre, eu espero não te haver cansado. Permita, enfim, que o meu falar se torne oração:

Amantíssimo santo Aníbal, nosso padre no Rogate, modelo de oração, de comunhão, e de vida interior e apostólica, Tu que fostes autêntico precursor e mestre zeloso da pastoral vocacional olha com bondade o caminho da nossa comunidade, das nossas congregações e de toda a família do Rogate que nasceu do teu zelo profético. Mestre no Espírito, Guia-nos à santa montanha que é Cristo, para escutar a cada dia a sua palavra, para tornar-nos testemunhas do seu mistério pascoal de amor e de salvação para todos. Santo do sim generoso e contínuo, Santo da caridade e da compaixão Para com os órfãos, os pequenos e os pobres do mundo, tu que, seguindo o Cristo do Rogate jamais fechaste o coração às necessidades dos irmãos, faz que também nós nos empenhemos lealmente ao serviço dos pobres e dos que sofrem no nosso tempo. Tu nos entregaste o Rogate como instrumento, dom de Deus para suscitar aquela santidade ‘nova e divina’ da qual o Espírito quer enriquecer os cristãos no alvorecer deste milênio para fazer de Cristo o Coração do mundo, tornai-nos ardentes e generosos em cumprir esta missão. Abre o nosso coração aos grandes horizontes das necessidades da Igreja e do mondo para que possamos oferecer um serviço qualificado à messe das almas que esperam amor e salvação. Tu que nutriste um amor infinitamente tenro com a Virgem Maria, a Imaculada, aquela que custodiou em seu coração o divino Rogate, intercedei para que nós também, a seu exemplo, possamos cantar o Magnificat pelas grandes obras do Rogate que o Senhor realiza ainda no nosso meio e tornar-nos sempre mais dóceis e disponíveis em dizer o nosso sim quotidiano ao Dono da messe. Santo Aníbal, juntamente à nossa oração, apresenta tu ao Senhor o nosso obrigado e o nosso louvor pelos séculos dos séculos. Amém

Com afeto e veneração filial,

P. Giorgio Nalin
Last Updated on Friday, 16 December 2005 18:41